Los Bellos del Alhambra

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

On the turning away

Durante algum tempo venho trabalhando a idéia tardia de escrever meu primeiro post. Diferente dos meus amigos Don Salvador, Mr. Black e o notável Gonzales, não sou bom com palavras e também não sou de me inspirar facilmente!
Há algumas semanas atrás, Michael Schumacher anunciou sua aposentadoria na Formula 1 e nessa semana, uma declaração de Bernie Ecclestone, chefão da F1, repercutiu na mídia mundial - "Senna tinha mais fãs que Schumacher e era mais carismático. É muito triste que pilotos como ele abandonem a Fórmula 1, mas não é uma tragédia". Após tal declaração, mais uma vez, surgiram diversos questionamentos sobre quem seria o melhor piloto: Schumacher e seus sete títulos mundiais ou Senna e toda sua magia?
A partir disso resolvi trabalhar no meu primeiro post mas não com o objetivo de responder a essa pergunta até porque para mim, não existe dúvidas. Quero deixar aqui meu tributo particular e mostrar, através de relatos porque Senna foi e é o maior piloto de todos os tempos na história do automobilismo mundial. Provavelmente vou gerar um pequeno atrito com Don Salvador, já que ele diz que Piquet foi melhor que Senna. Afirmo que isso é tão improvável de ser uma verdade quanto dizer que o Corinthians será campeão brasileiro de 2006! Me desculpe Mr. Black (até o fim desse post serei extraditado para a Coréia do Norte)!
Segue abaixo alguns depoimentos de pessoas ligadas ao circo da Formula 1:
“Em Donnington Park fiz a volta mais rápida, apesar de ter acontecido uma coisa típica. Fiquei preso no bolo depois da largada. Estava em quarto ou quinto, por aí. Ayrton teve a habilidade de fazer a primeira volta mais espantosa - uma largada inacreditavelmente boa, tremendas primeiras curvas. Comecei a me aproximar dele, me aproximar. Cheguei a três metros e fiquei olhando-o nas curvas. Eu estava impressionado. Ele estava jogando poeira cada vez que saía da Coppice, estava usando não apenas a pista, mas também as zebras e duas ou três polegadas de terra. E não foi em uma só volta, era em todas as voltas. Aquilo era incomum porque uma das coisas mais difíceis de se fazer na Fórmula Ford 1600 é dirigir com constância. São carros nojentos de se dirigir. E, volta após volta, fora da pista por duas ou três polegadas… Eu estava usando a zebra e devo ter usado a terra uma em cada quatro ou cinco voltas, se estivesse rápido demais, mas ele estava fazendo aquilo deliberadamente.”Rick Moris,adversário de Senna na Fórmula Ford 1600.
“Ayrton era o piloto mais perfeito e mais dedicado que já existiu. Um conjunto de percepção, concentração, força e velocidade, aliado a um talento para dirigir verdadeiramente abençoado e à capacidade de não cometer erros nos momentos decisivos. Tinha a visão absoluta do todo, sabia tudo e podia tudo. Ele estava simplesmente dois ou três degraus acima de todos nós. Alguém que não o conhecesse tão bem, ou que não tivesse trabalhado com ele, provavelmente, não acreditaria. Certamente, hoje na Fórmula 1, há muitos pilotos que pensam que poderiam ter derrotado Senna. Tudo que posso dizer quanto a isso é: que pena, eles não sabem o quão distantes estão de Ayrton. Tive a felicidade de conhecê-lo suficientemente bem para fazer essa avaliação. Ele era algo de sobrenatural, não há outra maneira para expressar isso.”Gerhard Berger,ex-piloto.
“No treino de classificação para o GP da Europa de 85, eu vinha na curva Wetsfield e estava numa volta que valia para marcar tempo. No mergulho da curva, eu vi aquele carro preto vindo muito rápido atrás de mim. Exatamente no fundo do mergulho, Ayrton veio por dentro - deixei espaço. Testemunhei visível e auditivamente algo que jamais tinha visto alguém fazer num carro de corrida. Era como se ele tivesse quatro mãos e quatro pernas. Estava acelerando, freando, pisando na embreagem, reduzindo a marcha, virando o volante… O carro parecia num fio de navalha, entre o controle e o descontrole. Tudo isso durou apenas dois segundos. O que ele estava tentando fazer agora era manter a pressão do turbo. Ele chegou ao ponto desejado da pista, para fazer a tomada da curva. O carro mergulhou com uma arrogância, que fez meus olhos se arregalarem. No duro, era um mestre controlando uma máquina. Nunca tinha visto um carro turbo pilotado daquela forma. A habilidade do cérebro em separar cada componente, e juntá-los novamente, com aquele ritmo e coordenação, foi algo marcante, um privilégio de se ver!”John Watson,ex-piloto.
“Ele fez o trabalho com tanta perícia que eu ia para a direita, depois para a esquerda, e não conseguia ultrapassar, parecia haver três carros à minha frente.”Nigel Mansell,ex-piloto, comentando o GP de Mônaco, 1992.
“Não posso tirar da cabeça o acidente que levou aquele que eu considero o mais digno de meus sucessores e o único que achava capaz de superar meu recorde de cinco títulos.”Juan Manuel Fangio,ex-piloto.
“Um dos segredos de Ayrton Senna era reconhecer o trabalho de quem botava a mão na graxa, trocando idéias e buscando soluções junto com os mecânicos. Assim fizemos um carro inferior vencer seis vezes. Por isso, a vitória de um virava a vitória de todos. O Ayrton era um piloto de Fórmula 1 completo. Foi meu herói. Eu aprendi tanto com ele e me inspirei tanto nele que jamais haverá alguém que chegue perto do que o Ayrton fez.”Chris Dinnage,mecânico da Lotus na década de 80.
“Quando Ayrton Senna chegou à McLaren, junto com os técnicos japoneses, ele logo percebeu que tinha encontrado um ambiente perfeito para fazer aquilo que mais queria: dedicar-se 100% à Fórmula 1. Era o fim daquela época romântica em que os pilotos só queriam sentar no carro e acelerar. Existem duas eras, no que diz respeito à dedicação: antes e depois de Ayrton Senna. Essa dedicação, hoje em dia, é um lugar-comum. Mas o Ayrton estabeleceu um padrão a ser seguido nos anos seguintes. Ele foi o maior piloto com quem já trabalhei.”Ron Dennis,proprietário da McLaren.
“Ele tinha todas as qualidades de um grande piloto, mas a maior delas era a concentração absoluta para as voltas de classificação. Nesse aspecto, Ayrton foi, de longe, o piloto mais rápido que já existiu.”Alain Prost,ex-piloto.
Eu poderia escrever sobre a vida de Senna desde seu primeiro kart até o fatídico 1º de maio de 1994 mas nesse caso uma imagem vale mais que mil palavras http://www.youtube.com/watch?v=zsQIH4w8wcs. E antes que Don Salvador faça uma de suas piadinhas manjadas, eu me antecipo: Sim, sou viúva de Senna!

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Memórias

Pedir desculpas não é uma boa forma de começar um texto, especialmente para mim, que não acredito em desculpas por considerá-las superficiais e descartáveis, porém, é a única maneira razoável de explicar minha ausência deste espaço desde abril, momento de sua fundação, quando a idéia de criar um blog coletivo surgiu a quatro amigos que só não compartilharam (ainda) a alcova por falta de oportunidade.
Como justificativa poderia alegar divergência criativa e ideológica, todavia a verdade é que permaneci em estado de reflexão.
Algumas dúvidas existências sempre me assolaram e acreditei poder dirimi-las, numa tacada só, permanecendo recluso aos meus próprios pensamentos durante um período.
Acredito não ser necessário comunicar que ao invés de sanar as dúvidas e liquidar os demônios que me assolavam desde sempre, novos questionamentos apareceram.
Parecia-me que havia literalmente perdido fé, que não haveria revolução, que alguns amigos e amores realmente se foram, que as minhas convicções foram abandonadas por mim mesmo, que a história é escrita pelos vencedores e que tudo, absolutamente tudo, é relativo.
Nesse estado de melancolia meu pior inimigo, o saudosismo, surgiu. Uma saudade incomensurável daquele que eu fui e daquele que eu desejava ser se abateu sobre mim.
A pior saudade que pode existir não esta relacionada àqueles que se foram, mas àquilo que você espera ser e por um caso fortuito, ou quem sabe força maior, não foi. Pior pois carrega consigo a decepção.
Espero não desapontar aqueles que tiveram paciência de ler até aqui mas o espaço é intimista e não tem qualquer pretensão poética ou conclusão a relatar.
Não há solução para o mal que abateu-me, embora o álcool seja um ótimo remédio, cabendo para o momento apenas sublimar a desesperança e crer (será a fé sendo recuperada?) que algum dia o eu de ontem se encontrará com o eu de hoje e o de amanhã para um acerto de contas, com velhos amigos em busca de compreensão, aceitação e perdão.

By Sir Black Valderrama

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Momento de introspecção

Cada instante em nossas vidas é mais um que nunca voltaremos a repetir. Por isso acredito que devemos ser sempre intensos e verdadeiros. Qual seria a graça de nos lembrarmos de uma mentira ou de se arrepender por algo que poderíamos ter feito e não fizemos? É incrível como persistimos em nossos erros e somos intolerantes, ao extremo de sermos ignorantes. Basta você olhar a sua volta para ver pessoas individualistas ocupadas demais com suas vidas medíocres, usando suas “máscaras” (a conjugação na primeira pessoa do plural foi intencional).
Atualmente a vida é um corredor estreito demais para que possamos estar acompanhados e curto demais para que nossos corações se confortem. Não importa como, nunca conseguiremos explicar-nos racionalmente, por teoremas, cálculos e padrões. A vida é transparente e com infinitas variáveis. E quando realmente nos dermos conta desse fato, voltaremos nossos olhos para onde se apóiam nossas fés e estaremos plenos, porque descobriremos que ela é perfeita por ser assim. Ela não precisa de máscaras; nós precisamos.
Os momentos mais simples são aqueles que serão lembrados pela eternidade. Todos os amores, os amigos, os familiares, os desconhecidos, os sentimentos, as sensações, os sabores, tudo o que foi e será é uma gigantesca história. Admito que por vezes é difícil de entender, mas talvez porque observamos essa trama de dentro e não de fora...
Então meu conselho é simples, porque eu também busco as respostas e não as tenho. Seja você mesmo! Não perca a espontaneidade, não represe seus sentimentos e sua vida... A única coisa que você vai sentir o tempo todo é a sensação de que não está satisfeito, porque embora você tenha contido o fluxo, existe um rio muito mais forte e agoniado tentando se libertar. Tente ser o melhor que você pode ser pra você mesmo e não para os outros. E não pense que isso é egoísmo! Só conseguimos ser admirados ou ajudar os outros quando estamos plenos. E acima de tudo supere a ignorância porque estamos no século dela.
Lembre-se, por fim, que vale mais na vida, um instante onde sentimos paz e satisfação (felicidade, além de clichê é momentâneo e o amor é complexo demais pra caber nessa crônica) do que todo o poder do mundo, porque ele está fadado a ser massa de manipulação em mãos alheias. Acredite quando eu digo que existem pessoas que ficam procurando trevos de quatro folhas no quintal e acabam por não ouvir a felicidade batendo em sua porta... Acho que já está na hora de pararmos de ter esperança (ato de esperar segundo o Houaiss) que as coisas caiam do céu e mudem nossas vidas...
por Renan C.K.N. Gonzales

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Lembrança Remota

Época de Copa. Todos meio magnetizados com esse clima de competição, com o ambiente mágico que envolve uma partida de futebol. Esse ambiente me remete à uma das minhas mais remotas lembranças ainda na minha primeira infância, em Havana. Posso ser massacrado pela maioria politicamente correta, mas a coisa que eu mais adorava nessa época era acompanhar meu pai nas rinhas de galo no centro velho da capital Cubana.
Era um ginásio acanhado, mas até certo ponto simpático. Gente de todo tipo, da mais pobre ao mais poderoso, já que não era raro nosso "General Barbudinho" prestigiar o evento. Lembro-me também de um jovem senhor, o senhor Diaz. Alto, simpático e casado com uma alemã, ele sempre levava sua filhinha junto, uma loirinha que no futuro eu teria o prazer de conhecer bem melhor. Cameron era realmente muito agradável.
Os galos eram muito bem preparados, naquela época o Greenpeace não existia e os animais campeões tinham um vida de rei, com todos os mimos possíveis e imagináveis.
Lembro-me daquele ambiente enfumaçado pelos charutos, onde corria muita grana e aquilo me fascinava. Mais uma vez, que os politicamente corretos me perdoem, mas tudo aquilo era muito charmoso para mim. Diversão, dinheiro, emoção, disputa concentrados num mini-ringue redondo, com 3m de raio.
Outro que vivia por lá era Ibrahim Ferrer, que volta e meia deixava o cachê da noite anterior apostando no galo errado. Seu Ferrer não levava sorte mesmo, pelo menos no jogo. Guardo até hoje uma boina que ele me deu, num espamo de felicidade tirou-a da própria cabeça e entregou ao garotinho do lado, por acaso eu, numa das poucas vezes que apostou no vencedor e ganhou uma boa grana, já que ele apostava alto. Perdeu o que ganhou e mais um pouco na mesma noite...
Tempos românticos, onde os galos não eram patrocinados pela Nike ou Adidas.
por Don Salvador

Quarta-feira, Maio 31, 2006

Uma excelente metáfora!

O filme X-men: The Last Stand, entrou para a história das grandes bilheterias no seu lançamento semana passada, quando alcançou 107 milhões de dólares em sua estréia mundial, ficando atrás apenas de Homem Aranha, Star Wars III e Shrek II.
O filme dá continuidade a saga da Marvel, que começou a ser escrita em 1963 nos Estados Unidos, época em que o país passava por uma série de revoluções sociais.
Os escritores Stan Lee e Jack Kirby em prol a esse aspecto criaram então os “mutantes”, pessoas comuns que devido à evolução de um gene, chamado fator x, podiam desenvolver capacidades extraordinárias. Esse grupo representaria todas as minorias que sofrem preconceitos e até mesmo a ideologia pacifista ou beligerante foram debatidas nos 51 anos de HQ’s, desenhos animados e agora adaptação para as telonas.
Resumidamente, a história criada pelos dois escritores, acompanhou todos os aspectos do preconceito através dos anos, como quando a AIDS ganhou força no mundo. Nos quadrinhos surgiu o vírus legado, vírus que só podia atingir a classe dos mutantes – uma analogia ao pensamento preconceituoso de que a AIDS só atingia homossexuais e utilizadores de drogas injetáveis – e que provenientemente mostrou-se uma falsa idéia.
Comparando tudo isso com a nossa realidade, onde os avanços genéticos estão sob os holofotes do mundo científico e com as polêmicas pesquisas envolvendo as células-tronco, projetos na área de clonagem e DNA são os alvos de muita controvérsia. Enquanto cientistas defendem que essas pesquisas são o caminho para a eliminação de diversas doenças genéticas, conservadores e religiosos acusam de estarem “brincando de Deus”.
O terceiro filme fala sobre uma suposta cura, que foi retirada de um mutante com poderes de anular o fator x – outra analogia às prostitutas africanas que desenvolveram resistência ao vírus. Assim, começa a batalha entre homo sapiens e homo evolution e o questionamento épico de até onde o homem pode e consegue chegar com sua ignorância.
Aconselho a todos que assistiram ou assistirão o filme, a refletir sobre o que realmente existe por trás de todos aqueles efeitos especiais, (diga-se de passagem, incríveis) e esquecer o pensamento de que uma história sobre pessoas com poderes paranormais é algo infantil ou ingênuo. Ensira no seu mundo e veja o quão grotesco e Hitleriano seria conseguir uma cura para homogeneizar as diferenças raciais e usar isso numa arma. E se mesmo assim isso não lhe assustar, veja os projetos sobre a possibilidade de um dia eliminarmos as doenças genéticas, garantindo um futuro saudável a toda uma nova geração e também determinarmos características que hoje são estabelecidas pelo ambiente ou ainda habilidades conquistadas. Os pais poderão não só escolher a cor dos olhos e dos cabelos dos filhos, mas também determinar se a criança terá mais aptidão para ciência ou esporte, para música ou artes plásticas. Tudo isso antes dela ver a luz do dia.
Por mais que isso soe fictício, muitas das coisas que temos hoje já foram chamadas de ficção e não faz muito tempo, como os celulares, que hoje são cotidianos e nos anos 70/80, era utópico ver o captain Kirk usar um aparelhinho portátil para comunicar-se. Além disso temos os experimentos envolvendo clonagem, células-tronco e a reconstrução do rosto de uma pessoa, o que também parecia insustentável há alguns anos e atualmente são assuntos quase que rotineiros não só apenas na comunidade científica.
Isso sem falar nos "superpoderes" que começam a aparecer por aí... Como porcos que brilham no escuro, por mutação genética. Tenho certeza que muita gente desmaiaria ao ver isso há trinta anos atrás (a não ser que tenha participado de Woodstock).
Enfim... Façam suas apostas... Quanto tempo será que demora pra desenvolver porcos com poderes mentais, lasers nos olhos ou Icepigs? Porque é “anti-ético” fazer isso com seres humanos, não é verdade?
Renan C.K.N. Gonzales

Quinta-feira, Maio 11, 2006

Coisas que você deve saber antes de dominar o mundo!

O que você quer da sua vida? Uma casa na praia? Um carro novo? É claro que não! Lá no fundo, bem no fundo, o que você quer é ser coroado Imperador Supremo do Universo. Então, quando isso se tornar realidade, é melhor tomar algumas precações. Abaixo uma listinha com 15 dicas que não devem ser ignoradas.
1. Faça capacete com visores de acrílico para sua Legião do Terror, ao invés de placas metalicas que combre a visão.
2. Evite dar gargalhadas estéricas.
3. Se for usurpar o trono do seu irmão gêmeo, lembre-se de mata-lo, em vez de mante-lo preso numa torre com uma máscara de ferro.
4. Quando capturar o inimigo, não perca tempo contando como pretende subjugar a raça humana com sua arma do Apocalipse. Atire a queima roupa. É mais rápido e eficiente.
5. Nunca, nunca inclua um mecanismo de autodestruição na base submarina ultrasecreta.
6. Não leve os inimigos para interrogar na sua base secretíssima. Um hotelzinho nas imediações é mais seguro.
7. Contrate um estilista talentoso para criar os uniformes. Não deixe suas tropas parecidas com soldados nazistas ou centuriões romanos. Não deu certo antes, não vai dar certo agora.
8. Mesmo que as tropas rebeldes estejam cheias de mulheres estonteantes e sensuais, resista. Não vale a pena cortejar uma garota que tem obssesão por matá-lo. Além disso, é provavel, que existas gostosas entre suas súditas.
9. Quando prender o herói, capture também o animal de estimação dele - cachorro, cavalo, macaco-prego, chinchila ou qualquer outro bicho capaz de roer corda ou roubar chaves.
10. Quando seus subordinados falharem, não os jogue num tanque cheio de tubarões. Com a globalização, esta cada vez mais difícil encontrar bons profissionais.
11. Mantenha uma reserva de mercado para os mutantes deformados, psicóticos e emocionalmente instáveis na sua Legião do Terror. Mas evite envia-los em missões secretas que exijam discrição, talento e diplomacia.
12. Não faça acordo com criaturas demoniacas transdimensionais. E, se fizer, não rompa acordo sem uma negociação que deixe ambas as partes satisfeitas.
13. Nunca construa um computador inteligente mais esperto que você.
14. Quando for criar uma senha que dê acesso a todo seu sistema de defesa, faça antes um pequeno teste: se alguém conseguir decifrá-la em menos de 30 segundos, é melhor trocá-la.
15. Não diga para sua Legião do Terror coisas do tipo: "Ele deve ser trazido vivo!" Prefira algo menos afirmativo: "Ele deve ser trazido ligeiramente vivo, se possivel".

por Don Salvador

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Coisa de menino!

Uma lenda viva! Esse pode ser a melhor definição para Buddy Guy atualmente. Este senhor que influenciou nada mais, nada menos que Jimi Hendrix e Eric Clapton, entre outros, é venerado pelos amantes do Blues de raíz. Confesso que pouco conhecia sobre ele até este final de semana, ao lado de Brigatti e Denis, fumando charuto ouvimos o seu mais recente CD, "Bring'em in". O estilo do Blues é "easy listening" e fica impossível não gostar do disco lançado em 2005, que conta com participações da promessa estado-unidense John Mayer, na faixa "I've Got Dreams To Remember", de Keith "Highlander" Richards (The Rolling Stones) em "The Price You Gotta Pay" e da magistral Tracy Chapman, naquela que julgo uma das melhores faixas com a manjada "Ain't No Sunshine", musica que já foi gravada de Joe Cocker à Jackson 5, passando por Sting, Tom Jones, Ziggy Marley, Aretha Franklyn, Marvin Gaye, Ligthouse Family e mais um sem número de artistas das mais variadas vertentes.
A quinta faixa, "I Put Spell On You ", conta com a participação do mexicano Carlos Santana e sua guitarra latina inconfundível.
Essas participações podem dar um ar comercial ao disco, pode até ser, mas não vi assim, é bom demais para especular algo neste sentido. E se for, eles capricharam no produto.
Destaco também "Now You're Gone ", "Ninety Nine And One Half " e "Cut You Loose " nesse disco de 13 faixas e muito de uma das melhores guitarras da história do Blues. Me diverti tanto que me lembrei daquele final de semana no final de 99 em New Orleans ao lado de Aretha Franklyn e Eric Clapton.
O mais interessante foi o sentimento que despertou em mim ouvindo "Bring'em in". Permitam-me o machismo, mas esse é um disco para homem ouvir, não é música para dançar, não há coreografias, é triste e pede conhaque, um Alonso Menendez e solidão, o que na minha limitada mente latina, não combina com o sexo feminino.
por Don Salvador

Quarta-feira, Abril 26, 2006

Passivos e Cativos de carteirinha

Aos doze anos de idade li o livro chamado A Revolução dos Bichos de George Orwell. Obviamente que não notava a metáfora e achava ser apenas um conto fantástico sobre animais destemidos que lutavam por seus sonhos. Havia um porco – velho major – que disse assim em suas máximas :
"Bichos ingleses e irlandeses, bichos de todas as partes! Eis a mensagem de esperança, no futuro que virá! Cedo ou tarde virá o dia e cairá a tirania e os campos todos da Inglaterra, só aos bichos caberão! Não mais argolas nas nossas ventas, dorsos livres dos arreios, freios e esporas descartados, chicotadas abolidas! Muito mais ricos do que sonhamos possuiremos daí por diante o trigo, o feno e a cevada, pasto, aveia e feijão! Brilham os campos da Inglaterra águas puras rolarão, ventos leves soprarão saudando a redenção. Lutemos todos por esse dia, mesmo que nos custe a vida! Cavalos, vacas, perus e gansos, liberdade conquistemos! Bichos ingleses e irlandeses, bichos de todas as partes no futuro que virá... "
A metáfora infantil deveria servir de exemplo pra nós. Exemplo, que não deveria ser levado teoricamente, como de praxe. Agora, tenho dezenove anos e não gosto do lugar que recebo como pátria, das mãos de outros que dizem ter ajudado a construí-lo... Entregaram-me um lugar, que pouco amaram e menos ainda cuidaram e que pedem fervorosamente que minha geração reconstrua e concerte. E eu me pergunto: Onde estão os brasileiros? E dou de cara com a mais pura verdade... Não sei onde estamos... Que silêncio de cumplicidade é esse? Porque nos conformamos com tudo, o tempo todo e apenas deixamos que nos ditem as regras? De onde vem essa alienação?
Povo brasileiro do Monte Caburaí ao Arroio Chuí! Eis a mensagem de esperança, no futuro que virá! Cedo ou tarde acordaremos e cairá a tirania, e todo o Brasil, nosso voltará a ser! Nada mais de hipócritas e corruptos, nada mais de mãos atadas e pés descalços, ladrões e mentirosos descartados, injustiças abolidas! Muito mais ricos do que sonhamos possuiremos daí por diante a educação, o respeito, a igualdade, a verdade e a dignidade! Brilha o teu formoso céu, risonho e límpido, gigante pela própria natureza. Lutemos todos por esse dia, mesmo que nos custe a vida! Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, liberdade conquistemos! Povo brasileiro da Serra do Divisor a Ponta do Seixas no futuro que virá...
A não ser, que vocês queiram continuar contando por aí que o cara com diarréia, que sentado no seu burro, subindo uma serra, no meio do nada, com saco cheio do pai mandão, era um príncipe idealista que declarou independência ou morte, montado no seu cavalo branco, as margens plácidas do Ipiranga enfrentando uma legião de exploradores malvados, defendendo um povo nobre e hospitaleiro, que ama acima de tudo... assistir vídeo-cassetada reprisada nos últimos cinco anos e ver o país se afogar na desordem enquanto fica espalhando que tudo vai terminar em pizza, de braços cruzados... Agora me dêem licença, que a novela Cobras e Lagartos está no segundo capítulo e a Carolina Dieckmann está com visual novo.

por Renan C.K.N.Gonzales

Terça-feira, Abril 18, 2006

Mr. Ricardo Black Anakin Anderson Valderrama

O que George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Catherine Zeta-Jones e Julia Roberts tem em comum? Muitos diriam que certamente era "Ocean’s Twelve", mas eu digo que eles têm Ricardo como estilista, ou Mr. Black como ele prefere ser chamado.
Desde muito novo ele fez história. Foi lançado no mundo ao processar o autor do livro Kama Sutra por não conter todas as posições existentes, já que ele havia criado uma nova, e fez com que ficasse milionário, ao patentear a posição: O vôo vertical da Borboleta Indiana na língua pegajosa do Camaleão Persa Libidinoso.
O tempo passou e Mr. Black voltou aos tribunais, desta vez como réu, acusado de ter matado com um castiçal o Cel. Mostarda no Salão de Jogos, foi absolvido e descobriram que a assassina era a Srta. Rosa, com a chave inglesa na biblioteca.
Seu player é povoado por cantores como Salif Keita e Lokua Kanza, hábito musical adquirido em uma das centenas de viagens ao continente africano, como head-hunter de modelos nativas. Tem uma Monalisa tatuada no corpo e coleciona borboletas e mesmo assim nunca teve a sua heterossexualidade colocada em xeque. É o único casado e ajuda nas tarefas domésticas, sendo assim um bom marido. Disfarça a calvície com um corte de cabelo esquisito.
Acabou de mudar-se para o Rio de Janeiro, com a esposa e os dois filhos, Pedro e Julia, que ainda só falam italiano por terem nascidos em Milão e viverem lá os primeiros 5 anos de vida (os dois são gêmeos)
Estilista exclusivo da Princesa Leah, o excêntrico Mr. Black que insiste em somente usar quilte, nutre crescente simpatia pelo Botafogo e adora salsicha de pote com Caracu. Ele nega veementemente que tenha conseguido o seu maior sonho, desenvolver a pílula vermelha.

Quinta-feira, Abril 13, 2006

Renan Chumbawumba Kamakawiwo N’Botsunat Gonzales

Nascido numa aldeia primitiva na África meridional, a época, Congo Belga, foi desde pequeno recriminado em sua tribo por suas limitações: tem menos melanina na pele (é moreno jambo 20:45) e seu órgão sexual é diminuto (32 cm em estado letárgico).
Em busca de uma vida melhor encontrou nas artes a válvula de escape para suas frustrações tendo sido protagonista de diversos sucessos no cinema, a saber, "Wild Fucking Horse", "Arrombando as Pregas" e "A Reencarnação de Mutombo".
Estrelou também uma adaptação erótica da trilogia "O Senhor dos Anéis", na qual viveu Sauron, um semi-deus que em sua fortaleza escura entrou, literalmente, para os anais da humanidade após, numa única cena, copular simultaneamente com três elfas, dois anões e um orc.
Como infelizmente nem fama nem a fortuna trouxeram conforto existencial, após uma quase overdose de pão de forma sem casca com leite condensado, atribuída uma crise psicossomática, ele encontrou refugio espiritual nas palavras de Paulo Coelho e mudou-se para Santiago de Compostela. As últimas notícias a seu respeito dão conta de que voltou seu foco e empenho à literatura, onde sob o pseudônimo J.K. Rowling, escreve livros infantis. Pratica arco e flecha, não gosta de gatos e procura levar uma vida saudável, tomando suco de clorofila e usando os produtos Herbalife.